Alckmin rebate investigação dos EUA e reafirma que trabalho forçado é combatido no Brasil

Geraldo Alckmin destacou que medida não foi exclusiva ao país e reforçou fiscalização nacional, citando tratados internacionais assinados pelo governo Lula.

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou neste sábado (14) que a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos não foi direcionada exclusivamente ao Brasil, que é engajado no combate ao trabalho forçado.

Durante visita a uma concessionária da Scania no entorno de Brasília, o vice-presidente rebateu as apurações conduzidas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USCR), enfatizando que "ninguém tem mais compromisso de combater trabalho forçado do que o governo brasileiro", conforme divulgado pela Times Brasil.

Alckmin reforçou o compromisso do governo federal com a fiscalização trabalhista, destacando que o Brasil possui Ministério do Trabalho atuante e realiza "um esforço enorme de fiscalização". O vice-presidente também ressaltou que o país é signatário de todos os tratados internacionais voltados ao combate a essa prática, reafirmando a postura brasileira de defesa dos direitos dos trabalhadores.

O próprio vice-presidente assinou, em 24 de fevereiro, o Decreto nº 12.857, em conjunto com o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, que oficializa a adesão a protocolo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), reforçando medidas de proteção às vítimas e punições severas contra exploração.

Sob a mira dos EUA

A investigação foi anunciada na quinta-feira (12) pelo USTR, com base na Seção 301(b) da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo americano analisar práticas comerciais consideradas desleais. Entre os 60 países investigados estão China, Índia, Rússia, Argentina e aliados tradicionais como Reino Unido, Canadá e membros da União Europeia.

O embaixador e Representante Comercial Jamieson Greer justificou a medida alegando que "trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado".

O Brasil já enfrentava outra investigação sob a mesma legislação, iniciada em 2025, que apura questões envolvendo o Pix, comércio irregular, propriedade intelectual, taxas de importação e desmatamento.