
Bolsonaro segue na UTI com pneumonia e apresenta piora da função renal

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. De acordo com boletim médico divulgado neste sábado (14), o quadro clínico é considerado estável, mas houve piora da função renal e aumento dos marcadores inflamatórios.

Bolsonaro está hospitalizado desde sexta-feira (13), quando deixou a prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, após apresentar febre alta, calafrios e queda expressiva na saturação de oxigênio, que chegou a 80%.
Segundo a equipe médica, o ex-presidente iniciou tratamento com antibióticos ainda na sexta-feira e deve seguir com a medicação por mais seis dias, dentro de um ciclo total previsto de sete. Os médicos afirmam que o período poderá ser reavaliado conforme a resposta clínica do paciente. Não há previsão de alta da UTI.
Diagnóstico após mal-estar
Bolsonaro passou mal por volta das 2h no batalhão da Polícia Militar, com sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, calafrios e forte mal-estar. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atua de plantão no presídio prestou o primeiro atendimento.
Posteriormente, o cardiologista Brasil Caiado avaliou o ex-presidente e levantou a suspeita inicial de pneumonia.
Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 8h50, onde passou por exames como tomografia do tórax e dos seios da face, testes laboratoriais e um painel viral para descartar outras infecções. A tomografia indicou broncopneumonia bilateral, mais acentuada no pulmão esquerdo, associada a um episódio de broncoaspiração — quando conteúdo do estômago, saliva ou alimentos entram nas vias respiratórias e podem provocar inflamação.
O ex-presidente também apresentou bacteremia, caracterizada pela presença de bactérias na corrente sanguínea.
Tratamento e evolução clínica
O tratamento foi iniciado imediatamente com antibióticos administrados por via intravenosa, com uso de dois medicamentos de forma preventiva e terapêutica.
Após o início da medicação, Bolsonaro apresentou pequena melhora clínica, mas ainda relatava sintomas como enjoo, dor de cabeça e dores musculares associadas ao quadro infeccioso.
- O boletim médico é assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e Allisson B. Barcelos Borges.

