Tucker Carlson afirmou em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan que exigir uma rendição incondicional "é pedir demais" e tira do debate qualquer saída diplomática para o conflito com o Irã. Para ele, isso leva, inevitavelmente, ao uso de armas de destruição em massa.
"Rendição incondicional significa que tropas estrangeiras podem violar sua esposa e filha se quiserem, e todo mundo sabe disso", disse Carlson, em outra ocasião. Na entrevista, ele explicou o que entende por essa expressão: "O que tenho agora é seu. Isso é rendição incondicional, e é uma exigência praticamente impossível para qualquer um e descarta qualquer negociação diplomática".
"Nenhuma pessoa em sã consciência iria por esse caminho. Você entregaria sua casa e sua família incondicionalmente a alguém? Claro que não", afirmou.
Segundo ele, quando não há mais espaço para negociação, só resta "escalar para armas de destruição em massa", argumentando que a reação instintiva de qualquer sociedade a uma exigência tão extrema é resistir com todas as forças, tornando necessário um nível de força esmagador para subjugar o país.
O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu de Teerã uma rendição incondicional no início do mês. "Não haverá acordo com o Irã, exceto uma rendição incondicional!", declarou na sua rede social Truth Social.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.