
Macron propõe mediação em Paris para cessar-fogo entre Israel e Hezbollah

O presidente da França, Emmanuel Macron, destacou neste sábado (14) que o país está disposto a mediar em Paris uma resolução diplomática entre Israel e Hezbollah, cujo recorrente conflito que aflige o território do Líbano foi intensificado no início do mês em face das hostilidades americano-israelenses contra o Irã.

Macron sublinhou a necessidade de que todas os segmentos da sociedade libanesa estejam representados em eventuais tratativas, sinalizadas pelo governo do Líbano. Ele pediu que o Hezbollah cesse imediatamente suas ações, enquanto Israel interrompa ataques aéreos em larga escala.
As conversas poderiam resultar em um cessar-fogo duradouro e fortalecer a soberania libanesa, de acordo com Macron, evitando que o país mergulhe no caos.
O presidente francês já havia demontrado investimento no desenrolar das ações de Israel no território libanês, comunicando que conversou com o primeiro-ministro Netanyahu por telefone, no dia 5 de março, instando o premiê a evitar uma invasão terrestre no país e a preservar a integridade territorial libanesa.
Conflito entre Israel e Hezbollah
O acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah foi assinado em 27 de novembro de 2024. O Ministério da Saúde do Líbano declarou em novembro de 2025, poucos dias antes que o acordo completasse um ano, que 331 pessoas foram mortas e outras 945 ficaram feridas por ataques israelenses desde que o cessar-fogo entrou em vigor.
Apesar da continuidade ininterrupta de operações das Forças Armadas de Israel (IDF) no território libanês, os confrontos encontraram um novo fôlego com o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março, no contexto das hostilidades dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, lançadas em 28 de fevereiro.
Segundo dados do Ministério de Saúde libanês, o número total de mortos no Líbano entre 2 e 13 de março alcançou 773 pessoas, com 1.933 feridos, incluindo 103 crianças mortas e 326 feridas. Do total de vítimas fatais, 18 eram paramédicos.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou na sexta-feira (13) que o grupo está preparado para um "confronto prolongado" com Israel, caracterizando o conflito como uma "batalha existencial". O grupo reivindicou 24 operações militares somente na sexta-feira, incluindo o lançamento de drones suicidas contra tropas israelenses na cidade de Ya'ara, no norte de Israel, além de ataques com foguetes contra soldados israelenses em Kfar Kila e Khiam, no sul do Líbano.

