
Ataque israelense mata 12 profissionais de saúde no sul do Líbano

Um ataque aéreo israelense contra um centro médico na aldeia de Burj Qalaouiyah, no sul do Líbano, resultou na morte de 12 profissionais da saúde na noite de sexta-feira (13), informou o Ministério da Saúde Pública libanês, citado pelo jornal catari Al Jazeera.
Entre as vítimas fatais estavam médicos, paramédicos e enfermeiros que se encontravam em serviço no momento do bombardeio. O Ministério condenou veementemente o ocorrido, caracterizando-o como parte de uma violência continuada contra trabalhadores da saúde.

Segundo o órgão, este foi o segundo ataque ao setor de saúde em poucas horas, após um bombardeio anterior na aldeia de Souaneh ter matado dois paramédicos e ferido cinco outros.
Paralelamente à escalada da violência, o Ministério da Saúde Pública libanês tem recebido apoio internacional para fortalecer sua capacidade de resposta. O Iraque entregou ao país na quinta-feira (12) ambulâncias totalmente equipadas, que foram recebidas pelos hospitais governamentais de Mays Al-Jabal, Marjeyoun e Baalbek, visando reforçar o atendimento médico nas regiões fronteiriças que enfrentam condições excepcionalmente desafiadoras.
Alargamento do conflito
O acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah foi assinado em 27 de novembro de 2024. O Ministério da Saúde do Líbano declarou em novembro de 2025, poucos dias antes que o acordo completasse um ano, que 331 pessoas foram mortas e outras 945 ficaram feridas por ataques israelenses desde que o cessar-fogo entrou em vigor.
Apesar da continuidade ininterrupta de operações das Forças Armadas de Israel (IDF) no território libanês, os confrontos encontraram um novo fôlego com o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março, no contexto das hostilidades dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, lançadas em 28 de fevereiro.
Segundo dados do Ministério, o número total de mortos no Líbano entre 2 e 13 de março alcançou 773 pessoas, com 1.933 feridos, incluindo 103 crianças mortas e 326 feridas. Do total de vítimas fatais, 18 eram paramédicos.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou na sexta-feira (13) que o grupo está preparado para um "confronto prolongado" com Israel, caracterizando o conflito como uma "batalha existencial". O grupo reivindicou 24 operações militares somente na sexta-feira, incluindo o lançamento de drones suicidas contra tropas israelenses na cidade de Ya'ara, no norte de Israel, além de ataques com foguetes contra soldados israelenses em Kfar Kila e Khiam, no sul do Líbano.
