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Ataque israelense mata 12 profissionais de saúde no sul do Líbano

Segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano, o número total de mortos no país entre 2 e 13 de março alcançou 773 pessoas, incluindo 103 crianças mortas por bombardeios de Israel.
Ataque israelense mata 12 profissionais de saúde no sul do LíbanoGettyimages.ru / Anadolu / Contributor

Um ataque aéreo israelense contra um centro médico na aldeia de Burj Qalaouiyah, no sul do Líbano, resultou na morte de 12 profissionais da saúde na noite de sexta-feira (13), informou o Ministério da Saúde Pública libanês, citado pelo jornal catari Al Jazeera.

Entre as vítimas fatais estavam médicos, paramédicos e enfermeiros que se encontravam em serviço no momento do bombardeio. O Ministério condenou veementemente o ocorrido, caracterizando-o como parte de uma violência continuada contra trabalhadores da saúde.

Segundo o órgão, este foi o segundo ataque ao setor de saúde em poucas horas, após um bombardeio anterior na aldeia de Souaneh ter matado dois paramédicos e ferido cinco outros.

Paralelamente à escalada da violência, o Ministério da Saúde Pública libanês tem recebido apoio internacional para fortalecer sua capacidade de resposta. O Iraque entregou ao país na quinta-feira (12) ambulâncias totalmente equipadas, que foram recebidas pelos hospitais governamentais de Mays Al-Jabal, Marjeyoun e Baalbek, visando reforçar o atendimento médico nas regiões fronteiriças que enfrentam condições excepcionalmente desafiadoras.

Alargamento do conflito

O acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah foi assinado em 27 de novembro de 2024. O Ministério da Saúde do Líbano declarou em novembro de 2025, poucos dias antes que o acordo completasse um ano, que 331 pessoas foram mortas e outras 945 ficaram feridas por ataques israelenses desde que o cessar-fogo entrou em vigor.

Apesar da continuidade ininterrupta de operações das Forças Armadas de Israel (IDF) no território libanês, os confrontos encontraram um novo fôlego com o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março, no contexto das hostilidades dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, lançadas em 28 de fevereiro.

Segundo dados do Ministério, o número total de mortos no Líbano entre 2 e 13 de março alcançou 773 pessoas, com 1.933 feridos, incluindo 103 crianças mortas e 326 feridas. Do total de vítimas fatais, 18 eram paramédicos.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou na sexta-feira (13) que o grupo está preparado para um "confronto prolongado" com Israel, caracterizando o conflito como uma "batalha existencial". O grupo reivindicou 24 operações militares somente na sexta-feira, incluindo o lançamento de drones suicidas contra tropas israelenses na cidade de Ya'ara, no norte de Israel, além de ataques com foguetes contra soldados israelenses em Kfar Kila e Khiam, no sul do Líbano.