Como a agressão a Irã pode complicar as suas férias

Especialistas recomendam que viajantes tomem medidas para minimizar o impacto do conflito iniciado por EUA e Israel no Oriente Médio.

A agressão de EUA e Israel contra o Irã pode afetar o setor turístico após o bloqueio do estreito de Ormuz ter disparado os preços do combustível de avião, encarecendo os voos, informou a AP em uma análise do setor aéreo na sexta-feira (13).

Especialistas afirmam que a questão não é se as passagens vão subir, mas sim quando, quanto e por quanto tempo.

Segundo a análise, o impacto será maior em rotas internacionais de longa distância, que consomem mais combustível. O CEO da United Airlines, Scott Kirby, alertou que "os aumentos provavelmente começarão em breve".

Algumas companhias aéreas asiáticas e europeias já anunciaram taxas extras de combustível ou aumentos de tarifa. A Cathay Pacific, de Hong Kong, informou que dobrará sua taxa adicional de combustível a partir da próxima quarta-feira (18), já que o preço para aviões dobrou desde março devido aos acontecimentos no Oriente Médio. O consórcio Air France-KLM prevê aumentos de até 50 euros (cerca de  R$ 310,00) em voos de longa distância na classe econômica. Nos EUA, as companhias geralmente incluem esse custo no preço base da passagem.

Especialistas recomendam que os viajantes tentem minimizar o impacto reservando com antecedência, sendo flexíveis com datas e aeroportos próximos, usando milhas ou pontos de cartão de crédito e configurando alertas de preço. Caso os altos custos do combustível persistam, as companhias aéreas podem reduzir rotas, ajustar horários ou aumentar o valor de serviços extras, como bagagem despachada, assentos preferenciais ou upgrades de classe. Isso elevaria o custo total da viagem mesmo que a tarifa base não suba imediatamente, alerta a AP.

Bloqueio do estreito de Ormuz