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Elogio público, fúria privada: aliados de EUA divididos sobre ataque ao Irã

Entre líderes mundiais, cresce o medo de que o presidente americano os arraste para um precipício.
Elogio público, fúria privada: aliados de EUA divididos sobre ataque ao IrãSTR / Legion-Media

Apesar de muitos aliados dos Estados Unidos terem elogiado publicamente o presidente Donald Trump pelo ataque não provocado junto a Israel contra o Irã, nos bastidores a história é outra: em conversas privadas, vários desses aliados se dizem "furiosos", afirmam fontes anônimas citadas Bloomberg na sexta-feira (13).

Segundo essas fontes, o líder de um país do Golfo disse a um colega europeu, em uma ligação privada recente, que estava desesperado com as ações de Trump, acreditando que o presidente não tinha um plano. Mesmo assim, evitava levar suas preocupações diretamente a Washington.

Da mesma forma, uma pessoa próxima a um líder europeu revelou que estaria irritado com os possíveis impactos da guerra contra o Irã na economia e na segurança globais, mas reconheceu que pouco ganharia ao se manifestar publicamente.

A publicação ressalta que, embora os aliados dos EUA costumem não questionar Trump diretamente para evitar atritos, desta vez a preocupação está crescendo. Líderes mundiais temem que o presidente americano os esteja conduzindo para um verdadeiro precipício.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
  • As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis ​​pela agressão.

  • Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.