VÍDEO: Papa questiona se quem começa guerras tem 'humildade e coragem' de examinar a consciência

Durante encontro com futuros confessores no Vaticano, pontífice destacou o papel da confissão na promoção da paz.

O papa Leo XIV questionou nesta sexta-feira (13) se cristãos que têm responsabilidade em conflitos armados examinam a própria consciência e buscam o sacramento da confissão, informou o Vatican News. A declaração foi feita durante audiência com participantes do 36º Curso sobre o Fórum Interno, promovido anualmente pela Penitenciaria Apostólica.

O curso reúne padres e seminaristas para formação sobre questões relacionadas ao Sacramento da Reconciliação e tradicionalmente termina com uma audiência papal.

Durante o encontro, o pontífice destacou o papel da confissão na promoção da paz e da unidade.

"Pode-se perguntar: os cristãos que têm séria responsabilidade em conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazer um sério exame de consciência e ir à confissão?", afirmou.

Confissão como caminho para a paz

Segundo o papa, o sacramento da reconciliação funciona como um "laboratório de unidade", pois restaura a relação do fiel com Deus e transmite graça espiritual ao penitente.

"A dinâmica de unidade com Deus, com a Igreja e dentro de nós mesmos é um pressuposto para a paz entre os povos", disse. "Somente uma pessoa reconciliada é capaz de viver de maneira desarmada e desarmante."

Ele acrescentou que cristãos que abandonam "as armas do orgulho" e aceitam o perdão divino se tornam agentes de reconciliação no cotidiano.

Papel dos confessores

O papa também ressaltou a responsabilidade dos sacerdotes que administram o sacramento.

Ele recordou que a tradição da Igreja exige que todo católico receba a confissão ao menos uma vez por ano, mas observou que muitas pessoas deixam de recorrer com frequência ao que chamou de "tesouro infinito da misericórdia da Igreja".

Leo XIV citou padres que se destacaram no ministério da confissão e foram posteriormente canonizados, como São João Maria Vianney, São Leopoldo Mandić, São Pio de Pietrelcina e o beato Michał Sopoćko.

Ao final da audiência, o pontífice incentivou os confessores a também recorrerem regularmente ao sacramento do perdão, para que se tornem "ministros da misericórdia divina, da qual são os primeiros beneficiários".