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Representante da Rússia na ONU comenta agressão ao Irã: 'não há uma saída estratégica para os EUA'

A blitzkrieg fracassou, o governo iraniano não colapsou e o povo não se revoltou contra ele, observou Vasily Nebenzya em entrevista à RT.
Representante da Rússia na ONU comenta agressão ao Irã: 'não há uma saída  estratégica para os EUA'Gettyimages.ru / Lev Radin/Pacific Press/LightRocket

O representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzya, afirmou em entrevista à RT nesta sexta-feira (13) que a estratégia militar dos EUA contra o Irã fracassou.

"A blitzkrieg fracassou, o regime iraniano, como eles o chamam, não colapsou, o povo não se revoltou contra ele. Parece que não há uma saída estratégica para os EUA nesse jogo", disse.

Nebenzya acrescentou que a situação permanece grave e reiterou o apelo de Moscou por uma solução diplomática.

"Não sou vidente, mas a situação é realmente grave e estamos pedindo uma solução política e diplomática. Aqueles que, quando votaram, não apoiaram nossa resolução assumem responsabilidade. Simples assim", afirmou.

Interpretação seletiva da lei

O diplomata também criticou o conceito ocidental de "ordem internacional baseada em regras", afirmando que ele se baseia em uma interpretação seletiva do direito internacional.

Anteriormente, ao comentar a votação sobre uma resolução relacionada ao Oriente Médio no Conselho de Segurança da ONU, Nebenzya disse que o resultado foi um "teste decisivo", e até mesmo uma "prova de caráter".

Segundo ele, Moscou ficou decepcionada com a rejeição de um projeto de resolução russo que pedia cessar-fogo imediato. Em vez disso, foi aprovada uma resolução exigindo que o Irã interrompa ataques contra países árabes, sem menção às ações dos EUA e de Israel. Na votação, Rússia e China se abstiveram.

"Infelizmente, alguns colegas não encontraram força e sabedoria para tomar a única decisão correta. E alguns fizeram isso deliberadamente. Para eles, o principal é marchar no mesmo passo do 'irmão mais velho' e obedecer a todas as suas ordens", afirmou o diplomata.