O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta sexta-feira (13) que os EUA agora "imploram" a outros países que comprem petróleo russo, depois que Washington autorizou na véspera a venda de petróleo bruto e de produtos petrolíferos de origem russa carregados em navios antes de quinta-feira 12 de março.
"Os Estados Unidos passaram meses pressionando a Índia para que deixasse de importar petróleo da Rússia. Após duas semanas de guerra com o Irã, a Casa Branca agora está implorando ao mundo — incluindo a Índia — que compre petróleo russo", escreveu o chanceler iraniano em sua conta no X.
Nesse contexto, chamou a atenção para o equívoco da Europa ao acreditar que apoiar o conflito contra o Irã "lhe garantiria o apoio dos Estados Unidos contra a Rússia". "Patético", enfatizou.
A licença dos EUA autoriza, até 12h01 de sábado (11) de abril, todas as transações que estavam proibidas pelas autoridades listadas no documento, desde que sejam "normalmente incidentais e necessárias" para a venda, entrega ou descarga dessas cargas.
O texto detalha que a autorização se aplica a "qualquer navio", incluindo aqueles bloqueados pelas mesmas autoridades. A medida ocorre em um contexto de alta volatilidade nos mercados energéticos devido à guerra no Oriente Médio.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a decisão de suavizar as sanções dos EUA impostas ao petróleo russo contribuirá para a estabilização dos mercados energéticos.
Peskov também declarou que o conflito no Oriente Médio pode provocar uma crise no setor energético em nível mundial, razão pela qual a recente decisão de Washington, em certa medida, poderia amenizar a situação.
"Porque sem volumes suficientes de petróleo russo, a estabilização do mercado é impossível", ressaltou.