
Suspeito de ataque à sinagoga em Michigan perdeu familiares em bombardeio de Israel, diz autoridade

O suspeito do ataque a uma sinagoga no estado do Michigan, ocorrido na quinta-feira (12), seria um norte-americano naturalizado, nascido no Líbano, que perdeu familiares em um ataque de Israel ocorrido no início de março de 2026, afirmou uma autoridade. A informação foi publicada nesta sexta-feira (13) pela imprensa local.

O corpo de Ayman Mohamad Ghazali, de 41 anos, foi encontrado no Temple Israel em West Bloomfield Township, Michigan, após ele supostamente ter batido seu carro contra o templo. Guardas armados responderam disparando contra o veículo. O Departamento de Segurança Interna o identificou, afirmando que ele entrou nos EUA em 2009 e se naturalizou cidadão norte-americano em 2016.
Embora autoridades tenham dito que sua motivação permanece sob investigação, Mo Baydoun, prefeito da cidade vizinha Dearborn Heights, onde o suspeito residia, sugeriu que Ghazali poderia estar buscando vingança contra Israel.
"No início deste mês, ele perdeu vários membros de sua própria família, incluindo sua sobrinha e seu sobrinho, em um ataque israelense à casa deles no Líbano", afirmou a autoridade em uma rede social, enfatizando que condenava qualquer ataque a templos religiosos ou a pessoas que buscam rezar em paz.
Ghazali foi a única pessoa morta no incidente em Michigan. Um segurança foi levemente atingido pelo carro do suspeito, e pelo menos 30 agentes da lei sofreram inalação de fumaça depois que o veículo explodiu em chamas e iniciou um incêndio, de acordo com o xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard.
O xerife disse que Ghazali portava um fuzil. Segundo a mídia, seu corpo ficou gravemente queimado e uma grande quantidade de possíveis explosivos foi encontrada na parte traseira do carro, sugerindo que ele poderia ter causado danos significativos.
Israel retoma ataques ao Líbano
Israel retomou os ataques ao Líbano enquanto se une aos EUA em um esforço para derrubar o governo do Irã. Grupos militantes hostis a Israel e apoiados pelo Irã, principalmente o Hezbollah, mantêm forte presença no Líbano, uma nação étnica e religiosamente diversa, com um histórico de conflitos faccionais inflamados por Israel.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que, até quarta-feira (11), pelo menos 634 pessoas foram mortas e mais de 1.500 ficaram feridas nos novos bombardeios israelenses. O número de mortos inclui dezenas de mulheres, crianças e paramédicos, disseram autoridades, citadas pela imprensa.

