O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, minimizou nesta sexta-feira (13) as preocupações sobre o fechamento do Estreito de Ormuz. A rota comercial está parcialmente paralisada após agressões de seu país e de Israel contra o Irã.
"Temos lidado com isso e não há motivo para preocupação", declarou Hegseth em coletiva de imprensa. O secretário criticou relatos que sugeriam que o Pentágono não havia previsto o bloqueio ao tráfego marítimo.
A escalada de tensões na região elevou os preços do petróleo e ameaça instalar uma crise energética e de abastecimento global.
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Hegseth indicou que os Estados Unidos buscam reabrir o estreito "de forma gradual, da maneira que fizer mais sentido para alcançar nossos objetivos", sem detalhar prazos ou métodos específicos.
Nem ele nem o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, explicaram como seria garantido o trânsito seguro de petroleiros e outros navios. Caine limitou-se a dizer que contam com "diversas opções para resolver uma ampla gama de problemas", incluindo a remoção de minas iranianas.
Ao ser questionado sobre o obstáculo atual, Hegseth afirmou: "A única coisa que impede o trânsito no estreito neste momento é que o Irã está disparando contra os navios". Ele acrescentou: "Não vamos permitir que esse estreito seja objeto de disputa nem que fique sem fluxo de mercadorias".
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O bloqueio do estreito de Ormuz
- Desde o início do ataque unilateral dos EUA e de Israel contra o Irã, tem havido grande volatilidade nos preços de energia, especialmente devido ao fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
- Na quarta-feira (11), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica reiterou que embarcações dos EUA e de seus aliados não podem atravessar essa via marítima.
- A situação elevou os preços do petróleo. Na segunda-feira (9), o preço do barril registrou uma volatilidade histórica: superou os 100 dólares e chegou perto de 120 nas primeiras horas do dia. Embora os preços tenham recuado posteriormente, a instabilidade persiste.
- O CGRI declarou na segunda-feira (9) que permitirá a passagem pelo estratégico estreito a qualquer país que expulse os embaixadores dos EUA e de Israel, informou a agência iraniana ISNA.