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Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo imediato no Oriente Médio

Comunicado pede abertura de diálogo e respeito ao direito internacional humanitário na região.
Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo imediato no Oriente MédioGettyimages.ru / Jorge Londono/Long Visual Press/Universal ImagesGroup/Mateus Bonomi/Anadolu/Haarón Álvarez/ObturadorMX

Os governos de Brasil, Colômbia e México publicaram, nesta sexta-feira (13), um comunicado conjunto pedindo cessar-fogo no Oriente Médio. O documento oferece apoio ao processo diplomático na região e surge após conversas entre os presidentes das três nações.

A nota conjunta foi divulgada pelo Itamaraty, pela Chancelaria da Colômbia e pela Secretaria de Relações Exteriores do México. Os países "reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias".

O texto afirma que, nesse "sentido, consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação".

"Expressamos nossa disposição de contribuir para os processos de paz que gerem confiança, a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito", conclui a nota oficial das chancelarias.

Manifestações anteriores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na quinta-feira (12), que a questão nuclear do Irã poderia ter sido resolvida em 2010. Na ocasião, Brasil e Turquia fecharam um acordo com o governo iraniano para o uso exclusivamente pacífico do urânio, mas que não foi aceito por serem "países de Terceiro Mundo".

A Colômbia exigiu a cessação das hostilidades desde o primeiro dia dos ataques norte-americanos e israelenses, em 28 de fevereiro. O governo colombiano pede o "estrito respeito pelo direito internacional e pelo direito internacional humanitário".

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
  • As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis ​​pela agressão.

  • Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações sobre a substituição de sistemas militares onerosos dos EUA.