O presidente da Rússia, Vladimir Putin, lidera nesta sexta-feira (13) uma reunião de emergência com membros do Conselho de Segurança para discutir medidas adicionais de proteção da infraestrutura crítica do país.
Esta semana, o regime de Kiev atacou instalações críticas utilizadas no transporte gás para países europeus, denunciou a Gazprom na quarta-feira (11). Três estações de compressão foram alvejadas pela Ucrânia, todas componentes da infraestrutura energética que garante o fornecimento dos gasodutos TurkStream e Blue Stream. Segundo a empresa, todos os ataques foram repelidos.
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O Kremlin alertou que este era um sinal "preocupante" e uma "demonstração de irresponsabilidade" em meio à crise energética global.
Putin enfatizou, no final de fevereiro, que o regime de Kiev se rebaixa a tais táticas terroristas diante de seus desfalques militares na linha de frente. "Tendo falhado em infligir uma derrota estratégica à Rússia no campo de batalha, o inimigo recorre ao terror individual e massivo. Isso inclui bombardeios a cidades, sabotagem de infraestrutura e tentativas de assassinato de autoridades governamentais e militares", declarou.
- O gasoduto TurkStream, conecta a Rússia à Turquia sob o Mar Negro e, a partir daí, abastece vários países do sudeste europeu, como Bulgária, Sérvia e Hungria. Concluído em 2020, o gasoduto se tornou uma rota alternativa para o gás russo, contornando a Ucrânia e reforçando a influência energética de Moscou na região.
- Por sua vez, o Blue Stream é outro gasoduto submarino que liga os dois países, sendo uma das tubulações submarinas mais profundas do mundo. Ativo desde 2003, ele atingiu um recorde de fornecimento à Turquia em 2021, transportando quase 16 bilhões de metros cúbicos de gás natural, volume próximo de sua capacidade máxima.