Polícia Federal abre 25 inquéritos contra pessoas ligadas a filhos de Lula

A Polícia Federal abriu 25 inquéritos a partir de uma investigação sobre suspeitas de irregularidades no uso de recursos do Ministério da Educação (MEC). A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (13).
Entre os investigados estão o empresário Kalil Bittar que foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Carla Ariane Trindade, ex-esposa de Marcos Cláudio Lula da Silva. Ambos foram alvo de buscas em uma fase anterior da investigação e negam qualquer irregularidade.
As apurações fazem parte da "Operação Coffee Break", que investiga suspeitas de tráfico de influência, fraude em licitações, superfaturamento e corrupção em contratos ligados a prefeituras do interior paulista. Segundo investigadores, o desmembramento em diversos procedimentos busca dar mais foco às diferentes linhas de investigação.
Uma das frentes analisa a atuação de intermediadores que teriam usado relações políticas para facilitar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao MEC, em benefício de empresas privadas.
O Ministério Público Federal (MPF) afirma que os investigados teriam atuado junto a órgãos federais e administrações municipais para ampliar contratos e projetos ligados ao grupo investigado.
Até o momento, o MPF já apresentou uma denúncia envolvendo empresários suspeitos de lavagem de dinheiro e organização criminosa em contratos com a prefeitura de Sumaré, em São Paulo. Kalil Bittar e Carla Ariane Trindade não foram denunciados nesse caso.
