Em meio às agressões conjuntas de EUA e Israel contra o Irã, países árabes aliados de Washington que abrigam bases militares americanas foram alvo de ataques com mísseis e drones como parte da resposta de Teerã.
Desde os primeiros dias do conflito, circulavam nas redes sociais imagens de mísseis iranianos a serem interceptados e até mesmo impactos de drones contra arranha-céus.
No entanto, após uma enxurrada inicial das imagens dos ataques, o fluxo de conteúdo sobre os Emirados Árabes diminuiu, apesar de o país abrigar a base aérea americana de Al Dhafra.
Prendido por filmar
As autoridades dos Emirados Árabes decidiram punir com prisão as pessoas que filmarem os ataques iranianos de retaliação ou suas consequências dentro do país.
Em um comunicado divulgado pela agência emiradense WAM no dia 6 de março, o procurador-geral do país, Hamad Saif Al Shamsi, afirmou que a divulgação desses materiais poderia "causar pânico público e criar uma falsa impressão sobre a situação real do país".
Um exemplo recente é a detenção de um britânico de 60 anos que se encontrava em Dubai. Ele teria sido preso enquanto filmava mísseis iranianos no ar.
De acordo com a imprensa britânica, o homem ainda não foi acusado e não está claro se ele compartilhou algum vídeo.