
EUA esgotaram anos de reservas de armamentos na ofensiva contra o Irã — FT

Os EUA consumiram, em sua ofensiva contra o Irã, reservas de munição crítica equivalentes a anos de combate, informou o Financial Times na quinta-feira (12).

O Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos dos EUA estimou que Washington utilizou 168 mísseis Tomahawk nas primeiras 100 horas de ataques contra território iraniano, iniciados em 28 de fevereiro. Um legislador americano classificou esse número como "uma quantidade enorme" e afirmou que "levará anos para repor", referindo-se também aos estoques de interceptores THAAD e mísseis Patriot.
O rápido esgotamento de armamentos-chave, somado a custos que já ultrapassam US$ 11 bilhões (Cerca de R$ 56,7 bilhões) em apenas seis dias, aumenta a pressão sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, e sua administração. A guerra paralisou corredores marítimos cruciais, elevou o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril e ampliou a impopularidade do conflito entre os eleitores americanos em um ano eleitoral.
Enquanto isso, o Pentágono prepara um pedido suplementar de até US$ 50 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões), o que deve provocar uma disputa acirrada no Congresso. Parlamentares como Lisa Murkowski alertaram que não vão conceder um "cheque em branco" e exigiram justificativas detalhadas, enquanto a Casa Branca sustenta que as reservas ainda permitem manter a operação "Fúria Épica" em território iraniano.
