
Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro após Itamaraty apontar ingerência

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou atrás em sua decisão e revogou, nesta quinta-feira (12), a autorização concedida a Darren Beattie, assessor sênior do governo de Donald Trump para assuntos relacionados ao Brasil, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo Penitenciário da Papuda.
Na decisão, Moraes afirma que entrou em contato com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que apontou "risco de indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro".

Em seu contato, o chanceler brasileiro apontou a Moraes ainda que Beattie sequer mencionou a intenção de se encontrar com Bolsonaro ao solicitar visto para o Brasil, e que o documento foi concedido apenas para autorizá-lo a participar de uma reunião sobre terras raras.
No despacho, Moraes observa ainda que somente depois de solicitar informações sobre a agenda de Vieira é que a embaixada dos Estados Unidos pediu a realização de novos compromissos diplomáticos de Beattie no Brasil.
O ministro aponta que os acontecimentos poderiam "inclusive ensejar a reanálise do visto concedido" ao assessor.
