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Premiê britânico admite erro grave ao nomear embaixador ligado a Epstein: 'Peço desculpas'

Documentos oficiais do governo britânico revelam que alertas de risco foram ignorados por Keir Starmer na nomeação do ex-embaixador nos Estados Unidos, Peter Mandelson.
Premiê britânico admite erro grave ao nomear embaixador ligado a Epstein: 'Peço desculpas'Gettyimages.ru / WPA Pool

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, admitiu que a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos foi um erro pessoal. Documentos divulgados na quarta-feira (11) revelam que órgãos de controle haviam alertado o premiê britânico.

Em um pedido de desculpas, Starmer declarou: "As vítimas de Epstein conviveram com um trauma que a maioria de nós mal consegue compreender. E tiveram que revivê-lo repetidas vezes. Tiveram que ver a responsabilização adiada — e, com muita frequência, negada", escreveu.

"A elas, quero dizer o seguinte: sinto muito. Sinto muito pelo que fizeram com vocês. Sinto muito que tantas pessoas no poder tenham falhado com vocês. Peço desculpas por ter acreditado nas mentiras de Mandelson e por tê-lo nomeado para o cargo", acrescentou Starmer.

Os documentos governamentais publicados na quarta detalham o processo de seleção. O conjunto de 147 páginas, conhecido como "Arquivos Mandelson", revela que órgãos de controle alertaram sobre riscos reputacionais na indicação.

Entre várias conexões, o documento cita um relatório de 2019 encomendado pelo JPMorgan que "concluiu que Epstein parecia 'manter uma relação particularmente próxima com o príncipe Andrew, duque de York, e com lord Peter Mandelson, um membro sênior do governo britânico'".

Os documentos também mencionam que, após Epstein ter sido condenado pela primeira vez por aliciar uma menor em 2008, o relacionamento entre eles continuou entre 2009 e 2011. Segundo relatos, Mandelson chegou a se hospedar na casa de Epstein enquanto o financista estava preso, em junho de 2009.

Governo ignorou avisos

Os relatórios indicam que o governo ignorou avisos sobre a proximidade entre Mandelson e Epstein. O diplomata assumiu o posto em Washington em dezembro de 2024, permanecendo no cargo até sua destituição em setembro de 2025.

A saída do embaixador ocorreu após a divulgação de novos documentos do caso Epstein nos EUA. O material expôs vínculos mais profundos do que os admitidos anteriormente pelo aliado do Partido Trabalhista britânico.

Em carta oficial, Starmer anunciou reformas nos padrões éticos para futuras nomeações políticas. O governo busca reforçar os mecanismos de verificação após as falhas apontadas nos registros parlamentares de fevereiro de 2026.