
Ratinho pede desculpas a Erika Hilton, mas reitera: 'não é uma mulher'

O apresentador Carlos Roberto Massa (Ratinho) pediu desculpas quinta-feira (11) por declarações feitas no dia anterior contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), mas afirmou que "não a ofendeu" e reiterou seu posicionamento de que "não é uma mulher".
"Talvez eu até converse com a Erika para que ela entenda o que eu quis dizer. Eu não a ofendi. E até aproveito esse espaço para pedir desculpas se ela considera que eu a ofendi. Mas repito, eu não a ofendi", afirmou Ratinho em entrevista exclusiva ao portal Metrópoles.

Ao longo da conversa, ele também rebateu as acusações de transfobia: "Transfobia é você tratar mal o outro. E eu jamais fiz isso. Vou processar todos que me chamaram de transfóbico".
"Eu não desrespeitei a deputada Érika Hilton em nenhum momento. Considero, inclusive, que ela é uma boa deputada. O que eu quis dizer é que Erika não é uma mulher mesmo. Sou contra uma mulher trans ser representante das mulheres", pontuou o apresentador.
Entenda:
Durante programa televisionado na noite de quarta-feira (11), Ratinho criticou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. No programa, Ratinho questionou o fato de a comissão ser liderada por uma mulher transgênero*.
O apresentador também declarou durante a atração: "Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias".
Em resposta, a parlamentar acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pediu a investigação e a prisão de Ratinho, exigindo ainda uma indenização de R$ 10 milhões em processo. "Eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é e sempre será um rato", escreveu nas redes.
A emissora SBT, por sua vez, divulgou uma nota repudiando ''qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa''. Em comunicado, o canal afirmou que as declarações ''não representam a opinião da emissora''.
*O movimento internacional LGBT é classificado como uma organização extremista no território da Rússia e proibido no país.

