Hackers vazam 1,52 TB de dados internos da Fundação Getúlio Vargas na dark web

Grupo Dragonforce estipulou prazo de oito dias para pagamento de resgate, sob ameaça de divulgação integral do banco de dados.

O grupo hacker Dragonforce publicou nesta quinta-feira (12), na dark web, que estaria de posse de 1,52 TB de arquivos supostamente extraídos da Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo a Folha de S.Paulo, a invasão aos sistemas da instituição teria ocorrido no dia 2 de março.

A estrutura dos dados indica o acesso a servidores internos, incluindo pastas de departamentos e diretórios pessoais de funcionários. O conteúdo abrange setores de auditoria, controladoria, cursos de educação a distância e áreas de gestão de projetos.

O vazamento expõe registros de convênios, manuais internos, normas administrativas e relatórios. Algumas pastas sugerem detalhes de parcerias com órgãos públicos, empresas privadas e organizações internacionais.

O Dragonforce, de origem malaia, opera no Ransomware as a Service (RaaS) desde 2023. A organização desenvolve ferramentas de sequestro de dados e as licencia para terceiros, que pagam pelo serviço com parte dos valores obtidos em resgates.

No blog do grupo, acessável apenas pela dark web, a FGV aparece em uma lista de supostas vítimas. Os criminosos estabeleceram um prazo de oito dias para o pagamento do resgate, sob ameaça de divulgação integral do banco de dados.

Outras entidades brasileiras, como o Banco Guanabara e a empresa C&M Software, foram listadas como alvos do grupo em ataques supostamente ocorridos em 2025.

Procurada, a FGV afirmou não ter informações sobre o vazamento atual. A instituição reiterou que, na data do incidente original, enfrentou instabilidades nos provedores, mas não confirmou a invasão ou a retirada de dados de seus sistemas.