Cientistas descobriram um tubarão-da-Groenlândia no Oceano Ártico com idade estimada em aproximadamente 400 anos, o que o torna o vertebrado mais longevo do planeta, informou O Globo nesta quinta-feira (12).
De acordo com uma datação por radiocarbono das lentes oculares, o animal pode ter nascido por volta de 1627. A longevidade excepcional desta espécie é explicada pela sua biologia única: crescimento extremamente lento, cerca de 1 cm por ano; maturidade sexual tardia, por volta dos 150 anos; e um metabolismo lento adaptado à vida nas profundezas frias.
Esses tubarões habitam profundidades superiores a 2 mil metros, onde as condições estáveis favorecem sua existência tranquila. Pesquisas modernas também descobriram que eles possuem mecanismos genéticos especializados que ajudam a reparar o DNA, retardar o envelhecimento e resistir a doenças.
O tubarão-da-Groenlândia ostenta características físicas impressionantes. Ele pode atingir até sete metros de comprimento e pesar mais de uma tonelada. Esse predador se move lentamente (inferior a 2 km/h) e sua dieta consiste em peixes, focas, lulas, carniças e detritos orgânicos do fundo do oceano.
No entanto, hoje em dia, essas relíquias vivas estão ameaçadas pela captura acidental, pelas mudanças climáticas e pela poluição do Ártico, levando os cientistas a pedir a proteção de seu habitat em águas profundas.