O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli foi sorteado nesta quarta-feira (11) como relator do processo que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Pouco depois, no entanto, ele se declarou suspeito para atuar no caso, e outro ministro deverá ser definido como relator.
"Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes", afirmou Toffoli no despacho, obtido pelo portal g1.
Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master em fevereiro, após virem a público informações de que ele é sócio de uma empresa que negociou com fundos ligados a Daniel Vorcaro a venda de parte de um resort localizado no interior do Paraná. A relatoria do processo passou então para o ministro André Mendonça.
À época, o ministro afirmou que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro". Ele acrescentou ainda que nunca soube quem era o gestor do fundo Arllen, destacando que não houve nenhum vínculo pessoal ou financeiro com os responsáveis pelo fundo.
Toffoli detalha que todos os atos e informações relacionados à Maridt e seus sócios "estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição".