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Defesa de Bolsonaro solicita a Moraes mudança na data de visita de assessor de Trump

O ministro autorizou a visita de Darren Beattie para quarta-feira (18), data em que o assessor já tem outros "compromissos internacionais".
Defesa de Bolsonaro solicita a Moraes mudança na data de visita de assessor de TrumpGettyimages.ru / Gage Skidmore / Surprise / Mateus Bonom / Anadolu

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitaram nesta quarta-feira (11) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que reconsidere a data autorizada para a visita de Darren Beattie, assessor sênior do governo de Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.

No dia anterior, o ministro autorizou a visita para quarta-feira (18), em conformidade com as regras do Complexo Penitenciário da Papuda, que prevê visitas às quartas-feiras e aos sábados. A defesa de Bolsonaro, no entanto, solicitou a reconsideração da data.

"Trata-se de funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, cujos compromissos internacionais são estruturados com antecedência e submetidos a rígida agenda diplomática, especialmente em deslocamentos internacionais de curta duração", justifica a defesa, em requerimento obtido pelo portal g1.

Na solicitação original, os advogados do ex-mandatário já haviam pedido que a visita fosse autorizada, excepcionalmente, nos dias 16 ou 17. Eles argumentam que "não há possibilidade concreta" de o representante estender sua permanência em Brasília "para adequação da data fixada".

Quem é Beattie?

Darren Beattie ganhou projeção na política norte-americana após trabalhar na Casa Branca durante o primeiro governo Trump, atuando em áreas relacionadas à formulação de políticas e comunicação estratégica.

Nos últimos anos, Beattie passou a comentar com frequência a política brasileira, especialmente a situação de Jair Bolsonaro e as decisões do STF. Em publicações nas redes sociais e em declarações públicas, ele fez duras críticas a Moraes, a quem acusa de conduzir um sistema de "censura" e de "perseguição política" contra o ex-mandatário e seus apoiadores.

Para críticos, as posições do assessor levantam debates sobre interferência externa na política brasileira.