O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse em coletiva nesta quarta-feira (11) que o país está atuando na mediação dos conflitos do Oriente Médio.
Segundo ele, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, realizou chamadas telefônicas com homólogos dos países na região. O objetivo das comunicações foi discutir a situação no Irã e pedir o fim imediato das hostilidades na região do Golfo.
Pequim classificou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã como violações do direito internacional, por ocorrerem sem autorização da ONU durante negociações. "O Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, destacou que esta é uma guerra que não deveria ter acontecido — uma guerra que não beneficia ninguém", declarou Jiakun.
"A soberania, a segurança e a integridade territorial dos países devem ser respeitadas", complementou o porta-voz.
Pequim ainda ressaltou a atuação do Enviado Especial do Governo Chinês para Assuntos do Oriente Médio. Segundo a chancelaria chinesa, o objetivo dele é mediar um diálogo entre as partes envolvidas, realizando "uma missão diplomática de vaivém (quando uma parte externa ao conflito busca servir como intermediária entre as participantes)", detalhou.
"Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e amiga sincera dos países do Oriente Médio, a China manterá seu compromisso de promover a paz e defender a justiça e a equidade", reforçou. O gigante asiático acrescentou que "continuará a fortalecer a comunicação com as partes relevantes, incluindo as partes envolvidas no conflito, e a desempenhar um papel construtivo na redução da tensão e na restauração da paz".