G7 está na corrida para conter a crise do petróleo

O mercado global de óleo bruto registrou um aumento virtiginoso nos preços após o início da agressão de EUA e de Israel contra o Irã.

Os ministros da energia dos países do G7 expressaram nesta quarta-feira (11) sua disposição de tomar "todas as medidas necessárias", em coordenação com a Agência Internacional de Energia (AIE), para conter a forte alta dos preços do petróleo causada pelo agravamento do conflito no Oriente Médio.

A declaração foi divulgada no mesmo dia em que os líderes dos países membros do G7 participaram de uma videoconferência presidida pelo presidente francês Emmanuel Macron, informou a AFP.

Entretanto, a agência de notícias DPA informa que a Alemanha está liberando parte de suas reservas nacionais de petróleo bruto para circulação, como parte dos esforços para estabilizar os mercados de petróleo.

Na terça-feira (10) os países membros da AIE (Agência Internacional de Energia) reuniram-se em caráter de emergência para avaliar a segurança do abastecimento e a possível liberação de petróleo bruto das reservas para aliviar a crise.

Segundo o Wall Street Journal, citando fontes, a Agência Internacional de Energia (AIE) propôs a sua maior liberação de petróleo bruto da história, proveniente das suas reservas estratégicas, que ultrapassaria os 182 milhões de barris libertados para o mercado em 2022, após o início do conflito russo-ucraniano.

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O jornal alemão Handelsblatt estima o volume potencial em até 400 milhões de barris, aproximadamente equivalente à quantidade que cruzou o estratégico Estreito de Ormuz nos vinte dias que antecederam os ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

O jornal especifica que 19,5 milhões de barris teriam origem na Alemanha, representando cerca de um quinto das reservas do país.

Os 32 membros da AIE mantêm reservas estratégicas como parte de um sistema coletivo de emergência concebido para crises nos preços do petróleo.

Juntos, eles detêm mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de outros 600 milhões de barris em reservas industriais mantidas sob mandatos governamentais.

A dependência energética é uma realidade para os países da União Europeia, disse Pedro Mouriño, fundador e CEO da IberAtlantic Global Corporation, à RT. "Se o fornecimento de gás natural dos EUA fosse cortado agora, a escassez seria automática no mercado europeu, já que o gás russo não está chegando nos volumes de antes, temos o problema do gás do Catar com a situação no Oriente Médio e só nos resta a Noruega, que fornece aproximadamente 20%", explicou.

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