O Pentágono mostrou-se incapaz de realizar uma investigação sobre o ataque mortal dos Estados Unidos contra uma escola primária, ocorrido em 28 de fevereiro, no Irã devido aos cortes promovidos no Departamento de Guerra, informou o Politico na terça-feira (10), citando fontes.
O bombardeio matou 175 meninas e deixou quase uma centena de feridas.
De acordo com a mídia, os cortes foram uma medida que "degradou" a capacidade dos Estados Unidos de proteger a população civil em meio à "maior campanha aérea em décadas".
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, eliminou, em 2025, vários escritórios, entre eles o grupo que ajuda a reduzir o risco para os civis, conhecido como Centro de Excelência para a Proteção de Civis. Dos cerca de 200 funcionários, 90% foi reduzido, segundo fontes familiarizadas com o processo. A equipe responsável pelas vítimas civis no Comando Central, que supervisiona o Oriente Médio, passou de 10 pessoas para apenas uma.
Fontes ouvidas pelo portal temem que a falta de recursos esteja afetando negativamente a investigação das vítimas civis.
"O fato de nosso secretário de Guerra, nosso comandante do Comando Central [Brad Cooper], não poderem nos dizer realmente se lançaram ou não uma bomba neste local é algo absolutamente inaceitável", afirmou Wes Bryant, ex-chefe de avaliações de danos a civis do Pentágono. "Isso só reforça ainda mais a imprudência ao longo de todo o planejamento e execução dessa campanha, o fato de que eles não têm a menor ideia", acrescentou.