
Relatora da ONU levanta preocupações sobre 'autoidentificação de gênero' e os impactos em mulheres

Em uma entrevista ao Poder360 nesta quarta-feira (11), a relatora especial da ONU para violência contra mulheres e meninas, Reem Alsalem, afirmou que as políticas de autoidentificação de gênero adotadas por alguns países podem dificultar a eficácia das iniciativas públicas destinadas à proteção desse grupo.

Embora reconheça o direito de uma pessoa se identificar com um gênero diferente daquele atribuído ao nascimento, Alsalem defende que é fundamental estabelecer critérios objetivos para essa identificação, que não devem se basear apenas na autodeclaração.
"Você deve ser capaz de viver sua vida no gênero que adquiriu. E o direito internacional reconhece que devem existir processos para chegar lá. O que o direito internacional não reconhece é que ele deveria ser automático ou por autoidentificação", diz.
Segundo Alsalem, não existem medidas de segurança adequadas para impedir que indivíduos com intenções maliciosas explorem as políticas voltadas para mulheres e meninas ao se identificarem como do gênero feminino.
"Tem que haver um processo, tem que haver segurança e mesmo se você adquirir uma nova identidade de gênero, você ainda precisa ser protegido em algumas condições específicas", opina a relatora.
*O movimento internacional LGBT é classificado como uma organização extremista no território da Rússia e proibido no país.
