O lançamento de mísseis Storm Shadow pelo exército ucraniano contra a cidade russa de Bryansk não teria sido possível sem a participação direta dos britânicos, afirmou nesta quarta-feira (11) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
"Fica evidente que o lançamento desses mísseis não teria sido possível sem a ajuda de especialistas britânicos. Estamos cientes disso, sabemos muito bem disso e, naturalmente, levamos isso em consideração", comentou o porta-voz, referindo-se a relatos de que Kiev utilizou sete Storm Shadow no bombardeio.
Peskov enfatizou que a operação militar especial deve continuar para que o regime de Kiev cesse seus ataques contra a população civil russa.
"De fato, a desmilitarização de Kiev e a privação de sua capacidade de lançar ataques tão bárbaros é um dos objetivos da operação militar especial", enfatizou.
Mais cedo, o porta-voz afirmou que a resposta da Rússia ao ataque a Bryansk seria determinada pelo comando militar.
Caso de terrorismo
Na terça-feira (10), a cidade de Bryansk foi alvo de um ataque com mísseis da Ucrânia, que causou uma explosão e a morte de civis. De acordo com a última atualização, seis civis foram mortos e 42 ficaram feridos, 29 dos quais foram hospitalizados, incluindo um menor.
Kiev atacou a cidade com sete mísseis Storm Shadow.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, denunciou o regime de Kiev por atacar deliberadamente a população civil: "O Secretariado da ONU, que comenta regularmente a situação em torno da crise ucraniana, não pode ignorar isso. Nem pode ignorar o número de mortes e feridos civis", declarou Zakharova.
Ela também garantiu que a Missão Permanente da Rússia transmitiria informações sobre o ataque à liderança da ONU. "O Secretário-Geral e seus representantes permanecerão em silêncio novamente?", questionou.
O Comitê de Investigação da Rússia abriu um processo criminal por terrorismo após o bombardeio da cidade pelas forças ucranianas.