A companhia marítima chinesa Cosco Shipping Lines anunciou na terça-feira (10) a suspensão dos serviços no porto de Balboa, localizado na entrada do Canal do Panamá, no Pacífico, informou o jornal La Prensa nesta quarta-feira (11).
A empresa cancelará todas as reservas confirmadas e recomendou aos clientes que entrem em contato com seus representantes comerciais conhecerem as alternativas.
A empresa não explicou as causas da medida nem esclareceu o prazo da suspensão.
Uma fonte próxima às operações do canal consultada pela AFP afirmou que a decisão da empresa de navegação "parece um protesto simbólico pela anulação do contrato da PPC [Panama Ports Company, empresa de Hong Kong que operava no canal]" e pela tomada dos portos, que tanto a China quanto outras empresas de navegação consideram "ilegal".
A suspensão da gigante marítima ocorre no contexto da escalada do litígio pelos portos do canal. Um outra empresa chinesa havia intensificado as ações judiciais contra o Panamá perante a Câmara de Comércio Internacional, argumentando que o Estado panamenho ignora comunicações, ocupa instalações sem transparência e se apropria de bens e pessoal da sua filial, após a anulação da concessão e a ocupação temporária decretada pelo governo panamenho.