
China registra alta de dois dígitos no comércio exterior e avanço com a América Latina

A Administração Geral das Alfândegas da China divulgou, nesta terça-feira (10), dados indicando que o comércio exterior de bens do país cresceu 18,3% no primeiro bimestre de 2026, em comparação ao ano anterior. O valor total das trocas atingiu 7,73 trilhões de yuans (cerca de R$ 5,56 trilhões).
As exportações chinesas subiram 19,2%, impulsionadas por produtos eletromecânicos de alta tecnologia, noticiou a agência Xinhua. Já as importações avançaram 17,1%, estimuladas pela demanda interna por minério de ferro, petróleo bruto e bens de consumo durante o feriado do Ano Novo Chinês.
América Latina e outros mercados
O comércio com a América Latina e África apresentou expansão de 19,7% no período. As regiões consolidaram-se entre os parceiros com maior dinamismo, atrás apenas da Europa e do Sudeste Asiático.

Enquanto as trocas com parceiros da iniciativa "Cinturão e Rota" subiram cerca de 20%, o comércio com os Estados Unidos recuou 16,9%. O ministro do Comércio, Wang Wentao, afirmou que o ambiente externo permanece difícil devido a conflitos geopolíticos e incertezas globais.
Para o restante de 2026, o governo chinês planeja acelerar as exportações de produtos de inteligência artificial e equipamentos de energia verde. O foco será equilibrar o crescimento comercial ao ampliar o acesso de fornecedores globais ao mercado doméstico.
