A Casa Branca destacou o acordo de defesa firmado entre as forças militares dos Estados Unidos com países da América Latina para reforçar a o combate aos cartéis de drogas na região. A declaração foi feita pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (10).
Segundo a porta-voz, o entendimento firmado durante o Escudo das Américas, encontro realizado no sábado (7) com líderes da região, abange "todas as forças militares" dos EUA. De acordo com ela, 17 países participaram do evento, incluindo 12 chefes de Estado.
"Foi assinado um acordo de defesa com todas as nossas forças militares para enfatizar a necessidade de combater os cartéis de drogas em toda a América Latina e no Hemisfério Ocidental", afirmou Leavitt durante a coletiva.
Segundo ela, conter o tráfico ilegal de entorpecentes aos EUA continua sendo "a prioridade máxima" do presidente Donald Trump no tema.
Ausências notáveis
Leavitt fez a declaração ao responder à pergunta de um jornalista que questionou a ausência do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na reunião. Outros líderes regionais, como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, também não estiveram presentes.
"Esperamos que essa nova organização se expanda e que possamos continuar convidando países adicionais", declarou a porta-voz.
Em paralelo, a imprensa noticiou que Washington estaria avaliando classificar as organizações criminosas brasileiras PCC e CV como organizações terroristas, o que levantou preocupações sobre possível interferência em assuntos domésticos do Brasil. O tema levou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a entrar em contato com seu homólogo nos Estados Unidos, Marco Rubio, para tratar da questão.