Polícia de São Paulo prende suspeita de integrar rede de exploração sexual infantil

Uma mulher de 29 anos foi presa no Espírito Santo nesta terça-feira (10), suspeita de participação em uma rede de exploração sexual infantil investigada pela Polícia Civil de São Paulo.
A prisão ocorreu na zona rural de Marataízes, durante a segunda fase da Operação Apertem os Cintos, com o apoio da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) do Espírito Santo.
Segundo a investigação, o grupo era liderado pelo piloto Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, detido em fevereiro no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista.
De acordo com os investigadores, a suspeita atuava como coautora em crimes que incluíam estupro de vulnerável e produção, compartilhamento e venda de material de abuso sexual infantil.
A polícia identificou conversas em aplicativos e outros dados digitais que indicam a produção e o envio de vídeos de abuso contra uma criança de dois anos. Segundo a apuração, o material teria sido solicitado por Lopes. As investigações também apontaram indícios de negociações financeiras para encontros presenciais com a criança, que atualmente tem três anos e está sob cuidados de familiares, sob observação do Conselho Tutelar.
Durante a operação, os agentes apreenderam um celular da investigada para perícia. Na primeira etapa da ação, além do piloto, duas mulheres também foram presas por participação no esquema, uma delas suspeita de aliciar suas próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para o piloto em troca de pagamento.
- Lopes supostamente comprava fotos das vítimas por valores entre R$ 30 e R$ 100 dos próprios responsáveis pelos menores, e levava crianças e adolescentes a motéis usando documentos falsos.
- As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, com destaque a cooperação entre diferentes estados, diante da natureza digital do crime.
