Movimentos antirracistas denunciam exigência de 'certificado afro' em escolas do Panamá

Vários movimentos afro do Panamá manifestaram sua rejeição ao chamado "certificado afro", que seria exigido nas escolas para permitir que os alunos expressassem sua identidade por meio de seus penteados, relatou a mídia local em 2 de março.
De acordo com o coletivo antirracista panamenho Hijas de Alkebulan, no início do ano letivo, foram recebidas "denúncias reiteradas" sobre a exigência, por parte dos diretores das escolas, de um "certificado de identidade afrodescendente" para permitir que os alunos possam ter "cabelos naturais, tranças, penteados afros ou turbantes".
"Essa exigência constitui discriminação. Não existe no Panamá nenhum 'certificado afro'", diz o documento.
Um país multiétnico
O comunicado ressalta que o Panamá "é um país multiétnico e multicultural", o que "implica obrigações concretas para o Estado e para todas as instituições públicas e privadas".
De acordo com o censo de 2023, no Panamá, 31,7% da população total se autodenomina afrodescendente.
