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'Não acho que ele possa viver em paz', diz Trump sobre novo líder supremo do Irã

O presidente dos EUA alegou ainda que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner o informaram que o Irã dizia possuir urânio enriquecido suficiente para construir 11 bombas nucleares.
'Não acho que ele possa viver em paz', diz Trump sobre novo líder supremo do IrãGettyimages.ru / Morteza Nikoubazl / NurPhoto /

O presidente americano Donald Trump disse nesta terça-feira (10) que está "insatisfeito" com a eleição do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia de bombardeios da coalizão israelense-americana contra Teerã.

"Não acho que consiga viver em paz", declarou Trump em entrevista à Fox News.

Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhidono domingo (8), o líder supremo do país, sucedendo o pai no cargo que concentra a "palavra final" nos assuntos de Estado, no comando das Forças Armadas e da Guarda Revolucionária.

O presidente dos EUA, por sua vez, classificou como o "sucesso" a agressão militar conjunta de EUA e Israel contra o Irã: 

"Superou em muito as expectativas em termos de resultados tão iniciais", declarou. Segundo Trump, o ataque inicial desativou "metade dos mísseis" iranianos. "Se não tivéssemos feito isso, teria sido uma luta muito mais difícil."

Ele afirmou ainda que a ofensiva pegou o Irã de surpresa: "Ataques matinais são incomuns, e eles foram enganados porque pensaram que não chegaríamos naquele horário."

Trump alega também que seus enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner relataram que Teerã teria dito que possuía urânio enriquecido o suficiente para produzir "11 bombas nucleares".

Segundo o presidente, ele teria dito aos iranianos: "Vocês não estão agindo de forma inteligente", acrescentando que eles deveriam ter dito: "Não vamos construir um míssil nuclear".

Questionado sobre negociações, afirmou: "Ouvi dizer que eles estão muito interessados em conversar". "É possível, depende dos termos."

Trump também se disse "surpreendido"com ataques iranianos a países do Golfo e comentou as notícias sobre o bombardeio a uma escola primária em 28 de fevereiro, que matou 175 pessoas. "Está sendo investigado, mas não somos os únicos com esse tipo de míssil", afirmou.