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Sob desgaste político, Trump é aconselhado a retirar os EUA da guerra contra Irã — WSJ

Segundo fontes citadas pelo jornal, o presidente americano teria demonstrado surpresa com a resistência do Irã aos ataques dos EUA e de Israel.
Sob desgaste político, Trump é aconselhado a retirar os EUA da guerra contra Irã — WSJAP / Mark Schiefelbein /

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que estava considerando um fim rápido para a guerra no Irãinformou o veículo norte-americano The Wall Street Journal (WSJ) na segunda-feira (9).

Trump disse a repórteres na Flórida que os EUA estão "muito à frente do cronograma" e que o conflito "terminaria muito em breve", embora não tenha especificado um prazo claro para o fim da campanha. 

A consideração acompanha preocupações de assessores da presidência, que aconselhavam Trump a buscar um plano de saída em meio à alta dos preços do petróleo e à possibilidade de desgaste político frente a um conflito prolongado.

Serão conduzidas nesse ano as eleições de meio de mandato nos EUA, onde são renovados todos os mandatos da Câmara dos Representantes e um terço dos mandatos do Senado. A reportagem indica que Trump teria recebido relatórios de pesquisas mostrando que a maioria dos cidadãos norte-americanos se opõe à guerra, denotando um risco de impopularidade que pode se agravar com o aumento dos preços dos combustíveis.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, contestou essas informações, afirmando que a matéria estava "cheia de bobagens de fontes anônimas" e que os principais assessores estavam focados em garantir o sucesso da Operação "Fúria Épica".

Desde o início do conflito, em bombardeios iranianos contra bases militares dos EUA no Oriente Médio, foram reportadas oficialmente oito mortes de soldados norte-americanos. Segundo nota do Departamento de Estado dos EUA na segunda-feira (9), mais de 36 mil cidadãos norte-americanos retornaram ao país desde 28 de fevereiro.

EUA surpresos com resistência do Irã

Trump, entretanto, afirmou estar preparado para continuar a ofensiva caso o Irã continue bloqueando o fluxo de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz, indicando que o país retaliaria "com uma força 20 vezes maior do que a usada até agora", afirmou em sua conta do Truth Social.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, por sua vez, rejeitou as ameaças de Washington e afirmou que o Irã não se deixará intimidar pelas insinuações americanas.

«ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO»

Citando uma fonte anônima do governo americano, a reportagem indica que Trump não interromperá a guerra até que possa reivindicar uma "vitória satisfatória", embora o presidente tenha ocasionalmente expressado surpresa com o fato de que o Irã não cedeu à ofensiva conjunta dos EUA e do Israel.

Alguns membros do governo Trump disseram que, enquanto o Irã continuasse a atacar países da região e Israel ainda quisesse atingir alvos iranianos, seria improvável que os EUA pudessem se retirar facilmente da guerra.