Notícias

Ex-chefe do Tesouro dos EUA sofre outro golpe por ligações com Epstein

Lawrance Summers, ex-secretário do Tesouro de Bill Clinton (1999-2001), já havia perdido posições em Harvard e na Associação Econômica Americana.
Ex-chefe do Tesouro dos EUA sofre outro golpe por ligações com EpsteinGettyimages.ru / Chip Somodevilla

O economista Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro de Bill Clinton (1999-2001), enfrenta a mais recente consequência da exposição de seus vínculos com Jeffrey Epstein, informou o Wall Street Journal (WSJ) na segunda-feira (9). Summers teve seu vínculo encerrado com o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), a principal organização de pesquisa econômica dos EUA.

O NBER, fundado em 1920, cresceu e se tornou a principal organização de pesquisa do mundo para economistas acadêmicos, sendo uma marca de prestígio para filiados. O presidente do NBER, James Poterba, confirmou que um comitê revisou a conduta de Summers e recomendou o término de sua nomeação como associado de pesquisa, informando que "ele não é mais um afiliado do NBER".

Após a divulgação de documentos mostrando um relacionamento longo e próximo entre o falecido criminoso sexual e Summers, em novembro de 2025, o ex-secretário de Clinton foi banido da Associação Econômica Americana de maneira vitalícia. Summers, que já exerceu a presidência da universidade de Harvard (2001-2006), renunciou a seus cargos de ensino e liderança na instituição em fevereiro. 

Longo relacionamento

Os arquivos do caso Epstein indicaram que Summers manteve correspondência com Epstein até um dia antes da prisão do criminoso sexual em 2019. Os e-mails revelaram que Summers aparentemente pediu conselhos românticos a ele sobre seu interesse em uma "aprendiz de economia". Epstein se referia a si mesmo como "parceiro de conquistas" de Summers e e-mails indicam que os dois jantavam juntos com frequência.

«PARA SABER MAIS SOBRE QUEM FOI JEFFREY EPSTEIN, LEIA NOSSO ARTIGO»

Epstein doou US$ 9,1 milhões (R$ 47,5 milhões) a Harvard entre 1998 e 2008, segundo o jornal norte-americano Axios, compreendendo todo o tempo da presidência de Summers na universidade e encerrando antes de sua condenção na Flórida por aliciamento de menores. Apesar da instituição ter posteriormente ordenado uma revisão das doações e seu presidente à época, Lawrence Bacow, ter expressado "profundo arrependimento" sobre "a associação passada de Harvard com ele", Summers continuou a se associar com Epstein por anos.

Diante das divulgações do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), o presidente Donald Trump anunciou que lançaria uma investigação sobre Summers e Clinton, e Harvard declarou o mesmo. Prontamente, Summers informou à Axios que renunciaria de sua posição como membro do conselho da OpenAI. 

"Tenho profunda vergonha das minhas ações e reconheço a dor que elas causaram", declarou o ex-tesoureiro.