Irã luta para que região não seja governada pela 'gangue do Epstein', afirmam houthis

Washington e Tel Aviv buscam "saquear a região e estender seu domínio sobre ela até que fique totalmente submetida a Israel", afirmou o porta-voz do grupo rebelde.

O porta-voz dos houthis do Iêmen, Mohammed Abdulsalam, declarou nesta segunda-feira (9) que, com sua agressão contra o Irã, os Estados Unidos e Israel buscam reforçar seu domínio no Oriente Médio.

Em uma publicação em sua conta no X, o porta-voz afirmou que o ataque contra o país persa "tem como objetivo acabar com a causa palestina, saquear a região e estender seu domínio sobre ela até que fique totalmente submetida a Israel".

"Isso impõe aos povos da região a responsabilidade histórica de agir e tomar consciência da gravidade da situação, já que o Irã, ao se defender, defende a Palestina e o futuro de toda esta região para que não seja invadida pelo sionismo, saqueada pelo partido do diabo e governada pela malvada gangue do Epstein", afirma o texto, em alusão ao criminoso sexual americano Jeffrey Epstein e suas conexões nos círculos mais altos da elite global.

O porta-voz do grupo rebelde celebrou a designação do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei — morto no primeiro dia de bombardeios de Washington e Tel Aviv contra Teerã —, nomeação que qualificou como "um duro golpe às arrogantes potências de EUA e Israel". "Sua aposta de que o Irã cairia por meio de assassinatos e agressões fracassou por completo", apontou.