
Orbán pede suspensão de 'todas as sanções impostas à energia russa' na Europa

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defendeu nesta segunda-feira (9) que é necessário suspender todas as sanções impostas contra o setor energético russo na União Europeia. A declaração, publicada em suas redes sociais, foi feita no contexto das hostilidades no Oriente Médio e à ameaça de uma forte alta nos preços dos recursos energéticos.
"Devemos revisar e suspender todas as sanções impostas à energia russa em toda a Europa", afirmou Orbán, em vídeo publicado nas redes sociais. "Comecei esta iniciativa hoje em uma carta dirigida à presidente da Comissão (Europeia), Ursula von der Leyen", acrescentou.
No mesmo sentido, ele ressaltou que, "devido ao bloqueio petrolífero ucraniano e à guerra no Oriente Médio, o preço do petróleo na Hungria também começou a aumentar de forma explosiva".

"O bloqueio petrolífero ucraniano imposto por (Vladimir) Zelensky constitui a ameaça mais grave possível, que agora atinge não só a Hungria e a Eslováquia, mas também toda a União Europeia", afirmou o premiê húngaro. Em fevereiro de 2026, Orbán denunciou que Zelensky "mente" sobre o estado do oleoduto Druzhba, que deveria levar petróleo bruto russo à Hungria e à Eslováquia, mas permanece paralisado.
Além disso, em sua mensagem, o líder húngaro destacou a necessidade de tomar medidas na própria Hungria. "Em nosso país, devemos evitar que o preço do diesel e da gasolina suba a níveis insuportáveis. Para isso, convoquei uma reunião extraordinária do Governo para esta tarde", comunicou.
Ataques de Israel ao Irã
As Forças de Defesa de Israel atacaram vários depósitos de petróleo no Irã no sábado (7). Em Teerã, foi registrado um grande incêndio, além de explosões sucessivas que destruíram veículos de transporte de combustível e tanques de armazenamento. Uma espessa fumaça preta cobriu parte da capital no domingo.
Enquanto isso, os preços do petróleo Brent, referência mundial, superaram no domingo US$ 110 (R$ 573) por barril. A alta representa mais de 14% em relação ao dia anterior. Durante o último mês, o preço do Brent subiu mais de 50% em comparação com o mesmo período de 2025.
