
Papa Leão pede que 'as armas se calem' no Irã e defende diálogo para conter a violência

O papa Leão XIV pediu o fim da violência no Irã e no Oriente Médio e convocou fiéis a rezarem para que "o rugido das bombas cesse" e "as armas se calem". O apelo foi feito no domingo (8), durante a oração do Angelus, diante de cerca de 15 mil peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Segundo o sumo pontífice, continuam chegando notícias da região que provocam "profunda consternação". Leão XIV citou a "violência e devastação" e o "clima generalizado de ódio e medo" que afeta o Irã e outros países do Oriente Médio.
Durante a mensagem, o papa também demonstrou preocupação com o impacto do conflito em países vizinhos, mencionando especialmente o Líbano. Ele alertou para o risco de que o país "volte a mergulhar na instabilidade".
"Rezemos para que o rugido das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra um espaço para o diálogo, no qual a voz dos povos possa ser ouvida", pediu.
Apelo contra escalada da violência
O papa voltou a alertar para os riscos de ampliação do conflito. Em mensagem no Angelus anterior, em 1º de março, ele já havia expressado "profunda preocupação" com a situação no Oriente Médio e no Irã.
Na ocasião, o pontífice afirmou que "a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte".
"Diante da possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, faço às partes envolvidas um apelo sincero para que assumam a responsabilidade moral de interromper a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável", declarou.

Leão XIV também defendeu o retorno da diplomacia como caminho para resolver a crise.
"Que a diplomacia recupere seu papel e que o bem dos povos seja promovido, povos que desejam uma convivência pacífica fundada na justiça", disse.
O sumo pontífice encerrou o apelo confiando suas orações a Maria, Rainha da Paz, pedindo que ela "interceda por aqueles que sofrem por causa da guerra" e conduza os corações "pelos caminhos da reconciliação e da esperança".
