Chanceler iraniano responde à afirmação de Trump de que Irã atacou sua própria escola

O presidente americano afirmou que o ataque à escola para meninas, no qual morreram cerca de 180 pessoas, foi perpetrado pelo Irã.

O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, respondeu às declarações de Donald Trump de que o Irã era responsável pelo ataque a uma escola para meninas em Minab.

"Bem, é curioso. É a nossa escola. São nossas alunas, nossas meninas, e elas foram atacadas por um caça americano e morreram. Por que o Irã é responsável? Fomos nós que começamos esta guerra? Fomos nós que atacamos nosso próprio povo?", declarou em entrevista à NBC News.

A jornalista que o entrevistava perguntou se ele tinha provas de que o ataque tinha sido perpetrado pelos Estados Unidos, ao que o ministro respondeu: "Se não foram os Estados Unidos, quem foi então? Talvez os israelenses, mas isso é óbvio. Quem mais está nos atacando?".

Até o momento, o número de mortos após o ataque à escola primária para meninas em Minab, perpetrado no primeiro dia da agressão, chega a aproximadamente 180.

O culpado pelo ataque

Trump declarou no sábado (7) que a ofensiva foi perpetrada por Teerã porque não tem "nenhuma precisão" na hora de atacar.

"Acreditamos que foi o Irã", afirmou. "Porque, como sabem, eles são muito imprecisos com suas munições", assegurou. "Eles não têm nenhuma precisão. Foi feito pelo Irã", repetiu Trump.

Embora inicialmente o ataque tenha sido atribuído a Israel, a mídia internacional, com base em imagens de satélite e vídeos verificados, apontou que o bombardeio contra a escola ocorreu simultaneamente aos ataques contra uma base naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) na área, o que deslocou o foco das suspeitas para os Estados Unidos. As autoridades americanas indicaram que o incidente continua sob investigação.

Anteriormente, Araghchi compartilhou uma imagem em que se observam os túmulos das vítimas do ataque. Posteriormente, as famílias e a comunidade se reuniram para prestar homenagem aos falecidos em uma procissão fúnebre multitudinária, onde também se despediram dos professores e pais que perderam a vida junto com os estudantes.