'Rendição incondicional significa que tropas estrangeiras podem estuprar sua esposa e sua filha' - Tucker Carlson

Na sua opinião, ele não acredita que isso possa ser alcançado sem uma escalada nuclear.

O jornalista norte-americano Tucker Carlson ofereceu uma definição do termo "rendição incondicional" no contexto do conflito com o Irã. Segundo ele, esse conceito histórico implica na subjugação total da população, a ponto de justificar crimes tão graves quanto violação de civis.

"A rendição incondicional significa que tropas estrangeiras podem estuprar sua esposa e sua filha, se quiserem, e todos sabem disso", afirmou Carlson, ao mesmo tempo em que argumentou que esse entendimento instintivo é o que leva uma sociedade a resistir desesperadamente, tornando necessário um nível de força avassalador para subjugá-la.

Segundo sua análise, o governo Trump não possui "a força terrestre necessária" para atingir tal objetivo contra o Irã, e ele expressou ceticismo sobre a disposição dos americanos em participar de uma campanha dessa magnitude.

Em sua opinião, ele não acredita que isso possa ser alcançado sem uma escalada nuclear. "Não acredito que possamos fazer isso", afirmou. "Seria necessário o uso de armas de destruição em massa. Presumivelmente, seria necessário o uso de armas nucleares para isso. Não nos enganemos, estamos caminhando para isso", acrescentou.

Os EUA não controlam mais o mundo

No mesmo podcast, Carlson afirmou que os Estados Unidos têm dificuldade em admitir que não controlam mais o mundo e se recusam a aceitar a realidade da multipolaridade global atual.

Carlson lembrou que, por muito tempo, não havia dúvidas de que Washington era quem tomava as decisões e definia as regras em um mundo unipolar. No entanto, ele argumenta que a ideia de um "polo único e centro de poder" mudou há duas décadas, com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001.

"Hoje, o mundo é completamente multipolar (...). Quase ninguém em Washington consegue compreender a realidade atual e óbvia, que é: não, nós não dominamos tudo", afirmou.