O jornalista norte-americano Tucker Carlson acusou Israel de ter dois pesos e duas medidas ao rotular de antissemita qualquer pessoa que se pronuncie contra as políticas do seu atual governo, lembrando que Tel Aviv tem laços estreitos com o regime de Kiev, que apoia os nazistas.
"Quando me chamaram de 'antissemita' pela primeira vez, lembro-me de ter pensado: 'Bem, na verdade não sou. Então, não sei por que me chamam assim'. E fiquei irritado ou algo parecido. Mas a insistência com que essas forças rotulam as pessoas com a calúnia de antissemitas não parece ser acidental", declarou Carlson na última edição de seu podcast.
"Não acho que eles realmente se importem se você é antissemita ou não. Quero dizer, Israel é muito próximo do governo de Zelensky, que apoia os verdadeiros nazistas", argumentou.
"Então, eles não se importam se você é antissemita. Trata-se de um esforço para preparar o terreno para processos judiciais. É o que estou começando a pensar", concluiu o jornalista.
"Israel é um Estado policial"
Em declarações anteriores, Carlson classificou Israel como um "Estado policial".
"Em Israel tudo é gravado. É um Estado policial. É um Estado de vigilância. Obviamente, você vai a Israel e colocam 'software' no seu telefone. Todo mundo sabe, certo? Estão espionando você constantemente, provavelmente mais do que em qualquer outro país. E por isso conhecem as respostas a essas perguntas, mas perguntam ao meu produtor coisas como: 'Onde você trabalha? Quantas pessoas trabalham lá? Você vai ao escritório? Onde fica o escritório? Como se chama?'. Estavam realizando uma espécie de operação de inteligência e um exercício de humilhação com meu produtor. Isso não é segurança", acrescentou.