EUA não têm defesas contra drones do Irã - mídia americana

Diante dos drones iranianos Shahed, cuja cada unidade custa cerca de US$ 30 mil, os EUA são obrigados a usar interceptadores que custam milhões de dólares cada um, esgotando suas reservas.

As Forças Armadas dos Estados Unidos não dispõem de meios eficazes para enfrentar os drones fabricados pelo Irã, segundo revelou uma análise da revista The Atlantic publicada da quinta-feira (5) e baseada em uma série de incidentes ocorridos durante a atual campanha militar no Oriente Médio.

No domingo (1º), pelo menos seis soldados americanos morreram em um ataque de drone contra um centro de comando no Kuwait. De acordo com a imprensa americana, os sistemas de alerta não forneceram nenhum aviso prévio. Além disso, foi relatado que as fortificações ao redor da instalação foram projetadas para protegê-la contra ataques com carros-bomba, mas não contra um ataque aéreo direto. "Basicamente, não tínhamos capacidade de deter drones", admitiu um oficial militar anônimo à CBS News.

Em outro incidente, um drone iraniano conseguiu atingir a sede da 5ª Frota no Bahrein e destruiu uma unidade de radar AN/TPS-59, avaliada em dezenas de milhões de dólares. Diante dos drones iranianos Shahed, cuja cada unidade custa cerca de US$ 30 mil (quase R$ 160 mil), os EUA são obrigados a usar interceptadores que custam milhões de dólares cada um, esgotando suas reservas. Além disso, os mísseis Patriot não funcionam contra enxames de drones, que saturam seus sistemas. Em reunião confidencial no Capitólio, oficiais de alto escalão do Pentágono reconheceram o problema: "Não temos defesas em grande escala contra drones", admitiu uma fonte do Congresso.

De acordo com a análise, a administração Trump colocou em cheque a capacidade dos Estados Unidos de cooperar de maneira eficaz com seus aliados. Um exemplo claro é a queda de três caças F-15E em um incidente de fogo amigo no Kuwait, fato que gera sérias dúvidas sobre os níveis de coordenação com as forças aliadas presentes na região. Destaca-se que, embora o Exército americano ainda obtenha resultados positivos no terreno, as suas capacidades militares começam a mostrar sinais de desgaste.