Os Estados Unidos precisarão de quatro a seis semanas para alcançar seus "objetivos alcançáveis" na operação Fúria Épica, lançada contra o Irã. A informação foi anunciada na sexta-feira (6) pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
"O que posso dizer é o que o presidente Trump já afirmou sobre os objetivos alcançáveis da operação Fúria Épica. Esperamos que dure entre quatro e seis semanas, e estamos no caminho certo para alcançá-los", declarou a porta-voz aos jornalistas.
Os "objetivos alcançáveis" propostos pelos EUA
A porta-voz lembrou que os objetivos do governo de Donald Trump são destruir o programa de mísseis do Irã, acabar com sua Marinha, garantir que o país nunca possa obter uma arma nuclear e interromper o contato de Teerã com milícias armadas na região.
Ao mesmo tempo, Leavitt destacou que as forças americanas já afundaram mais de 30 navios da Marinha iraniana, considerada agora por Washington como "ineficaz em combate".
Por outro lado, ela mencionou o interesse do líder da Casa Branca no processo de escolha da liderança iraniana após o assassinato do aiatolá Ali Jamenei em um ataque realizado por Estados Unidos e Israel.
"Claro que interessa aos Estados Unidos que o Irã deixe de ser governado por um regime terrorista radical que grita 'morte aos EUA' e mente aos Estados Unidos e ao mundo sobre suas ambições secretas de possuir uma bomba nuclear", afirmou.
"Trump não quer ver isso. Ele quer se envolver em determinar quem será o próximo líder do país iraniano, algo que ainda está por ser definido, e o presidente está discutindo e deliberando sobre isso", acrescentou.
"Estamos preparados para uma guerra longa"
Enquanto isso, autoridades iranianas afirmam estar preparadas para um conflito prolongado e dizem que ainda não utilizaram todas as suas capacidades militares. O porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, general Ali Mohammad Naeini, declarou que os adversários do país devem esperar "golpes dolorosos a cada nova onda de operações".
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, destacou que no conflito provocado pela agressão dos EUA e de Israel “não há vencedor”.
"Nossa vitória é poder resistir [...] e é isso que temos feito até agora", afirmou.