
Casa Branca alerta América Latina e volta a ameaçar ação militar na região

O governo dos Estados Unidos voltou a afirmar que pretende usar "força letal" contra cartéis de drogas na América Latina, ao defender uma estratégia baseada em operações militares contra o crime organizado na região. A informação foi divulgada pela agência Al Jazeera na quinta-feira (5).
Durante a conferência "Americas Counter Cartel Conference", o assessor de segurança da Casa Branca, Stephen Miller, declarou que Washington não pretende recuar diante de grupos considerados adversários no hemisfério.

"Nós não vamos ceder um centímetro de território neste hemisfério a nossos inimigos ou adversários", disse Miller, acrescentando que Washington está usando "poder militar e força letal para proteger e defender o território americano".
O assessor também afirmou que não existe "solução de justiça criminal" para lidar com cartéis de drogas, que ele comparou a grupos armados como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.
Segundo Miller, o crime organizado representa uma ameaça que exige resposta militar. "O crime organizado só pode ser derrotado com poder militar", concluiu.
Ameaças de intervenção
Em janeiro, segundo a TVT News, Donald Trump classificou a Colômbia como um país "muito doente" e atacou o presidente Gustavo Petro, a quem chamou de "um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos". Questionado sobre a possibilidade de uma operação militar norte-americana, ele respondeu em coletiva a bordo do Air Force One: "Soa bem para mim".
Trump também criticou o México e a presidente Claudia Sheinbaum. Ele afirmou que "os cartéis mandam no México", e que a chefe de Estado "não manda no país", acrescentando que "algo terá de ser feito".
