O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou mais uma vez a posição de seu país quanto ao conflito iraniano após se recusar a autorizar o uso de bases militares espanholas pelos EUA para o ataque ao Irã.
"Esta guerra no Irã é um enorme erro pelo qual teremos que pagar", afirmou Sánchez nesta sexta-feira (6).
O premiê espanhol declarou que "respeita" a presidência americana e admira seu povo. Ele enfatizou que a posição de seu governo "é clara" e que considera a guerra contra o Irã "claramente fora dos limites do direito internacional".
"Acredito que, entre países aliados, é bom ajudar quando se está certo e também apontar quando se está errado ou cometendo um erro, que é o caso aqui", disse Sánchez em coletiva de imprensa durante evento da cúpula hispano-portuguesa.
O político sublinhou que as consequências já se fazem sentir na subida dos preços do petróleo e do gás, para além do "número de vítimas, da dor e do sofrimento que esta região sente há muitos anos".
Postura da Espanha
A Espanha vem adotando uma postura firme na defesa da paz em um momento de agravamento do conflito e pressão do governo de Donald Trump.
As tensões se elevaram depois que o governo espanhol rejeitou o uso das bases militares espanholas de Morón e Rota por forças americanas envolvidas na operação contra o Irã.
Após a decisão, Trump afirmou que Washington poderia interromper o comércio com a Espanha.
Em resposta, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reafirmou sua postura. "A posição do Governo da Espanha resume-se às palavras: 'não à guerra'", declarou.