Maior país muçulmano do mundo ameaça se retirar de 'Conselho da Paz' de Trump

A Indonésia vai se retirar do "Conselho da Paz", criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se os palestinos não tiverem benefícios, declarou nesta sexta-feira (6) o presidente Prabowo Subianto, após se reunir com grupos islâmicos locais, segundo informou a Reuters.
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O líder da Frente dos Defensores Islâmicos, Hanif Alatas, detalhou em um comunicado: "O presidente afirmou que, se perceber que não há mais nenhum benefício para a Palestina [...] e que isso não se ajusta aos interesses nacionais da Indonésia, ele se retirará".
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Sugiono, também comunicou que "todas as discussões sobre a base da pirâmide [do Conselho] estão suspensas, pois toda a atenção se concentrou na situação no Irã".
Críticas à participação da Indonésia no Conselho de Paz
A participação da Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo, na iniciativa de Trump e sua decisão de contribuir com tropas para uma força de estabilização em Gaza suscitaram críticas de especialistas e grupos muçulmanos, que afirmam que isso compromete seu apoio histórico à causa palestina.
O Conselho Ulema da Indonésia, um importante órgão clerical, havia pedido a saída do país da organização devido ao papel dos Estados Unidos na atual agressão contra o Irã.
Por sua vez, Nahdlatul Ulama, o maior grupo muçulmano do país, afirmou que o governo poderia usar o Conselho de Paz para promover a desescalada no Oriente Médio.
"A Indonésia poderia declarar que a agenda do Conselho fica suspensa até que sejam realizadas conversações sobre a desescalada e a paz na guerra americano-israelense contra o Irã”, afirmou seu chefe, Yahya Cholil Staquf.
