Orbán anuncia nova medida contra Ucrânia por bloqueio de petróleo russo

A Hungria deverá suspender o trânsito de suprimentos para a Ucrânia, segundo afirmou premiê húngaro.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, voltou a denunciar a chantagem política por parte do regime de Kiev, sublinhando que o oleoduto Druzhba não apresenta problemas técnicos que impeçam o trânsito de petróleo russo para o país.

Enquanto a situação permanece inalterada, Orbán afirmou que o seu governo irá utilizar todos os meios ao seu alcance "até que a ordem seja restabelecida".

"Suspendemos o fornecimento de gasolina à Ucrânia, também não fornecemos diesel, mas fornecemos eletricidade, e suspenderemos o trânsito pela Hungria de mercadorias importantes para a Ucrânia até obtermos a aprovação dos ucranianos para o fornecimento de petróleo", declarou nesta sexta-feira (6) em entrevista à emissora Kossuth Radio.

"Os ucranianos ficarão sem dinheiro antes de ficarmos sem petróleo", afirmou, após reiterar que a Hungria não pretende cumprir a exigência de renunciar aos recursos energéticos russos, não vai pagar "pela guerra dos outros" e também não permitirá que a Ucrânia se junte à União Europeia.

No final de fevereiro, a Hungria bloqueou um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 547 bilhões) acordado pela UE, bem como o 20º pacote de sanções antirrussas do bloco até que Kiev retome o trânsito de petróleo russo através do oleoduto Druzhba.

Tensões em torno do oleoduto Druzhba

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