O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticou as ações do governo do Equador contra a representação diplomática cubana no país, classificando a decisão como hostil e prejudicial às relações bilaterais.
Em publicação na rede social X nesta quinta-feira (5), Díaz-Canel afirmou que Havana rejeita as medidas adotadas por Quito.
"Rejeitamos as ações injustificadas, hostis e inamistosas do governo do Equador contra nossa representação diplomática acreditada nesse país", escreveu.
Segundo o líder cubano, a decisão representa um fato sem precedentes e afeta as históricas relações entre os dois povos.
Díaz-Canel também afirmou que, em um contexto internacional tenso, Cuba continuará defendendo a unidade da América Latina.
"Em um contexto internacional convulso, Cuba reafirma sua vontade de defender a preservação da unidade latino-americana diante dessa política de clara submissão do Equador a interesses imperiais", escreveu.
O presidente cubano concluiu a mensagem destacando os vínculos históricos entre os povos dos dois países.
"O povo de Alfaro e Guayasamín poderá contar sempre com o carinho e o apoio de Cuba", afirmou, em referência ao líder liberal equatoriano Eloy Alfaro e ao pintor Oswaldo Guayasamín.
Expulsão de diplomatas cubanos
A declaração ocorre após o governo do Equador declarar o embaixador de Cuba no país, Basilio Antonio Gutiérrez García, persona non grata, bem como todos os membros do corpo diplomático, consular e administrativo da missão cubana em Quito.
A medida foi anunciada na quarta-feira (4) pelo Ministério das Relações Exteriores equatoriano. No documento oficial, Quito não detalha as razões da decisão e menciona apenas a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961.
A decisão ocorre em meio a novos movimentos na relação bilateral. Na terça-feira (3), o presidente do Equador, Daniel Noboa, assinou o Decreto Executivo 317 que encerrou as funções do embaixador equatoriano em Cuba, José María Borja López.
Borja ocupava o cargo desde 2021 e também atuava como embaixador cumulativo do Equador junto à Dominica, Jamaica e São Vicente e Granadinas, funções que também foram encerradas pelo decreto presidencial.